São aqueles cujas prestações são descontadas direto da renda mensal dos beneficiários. Atraídos pelo anúncio de juros menores, aposentados, pensionistas do INSS têm buscado no empréstimo consignado uma das principais alternativas para pagar dívidas ou cobrir gastos urgentes.
Entidades ligadas aos aposentados, pensionistas e profissionais do Direito Previdenciário alertam, no entanto, sobre os riscos dos anúncios de dinheiro fácil.
Cabe à instituição financeira dar ciência prévia das seguintes informações:
- Valor total financiado.
- Taxa efetiva mensal e anual de juros.
- Acréscimos remuneratórios, moratórios e tributários, que incidam sobre o valor financiado.
- Valor, número e periodicidade das prestações.
- Soma total a pagar com o empréstimo.
É importante alertar quanto às fraudes envolvendo o nome de segurados do INSS em empréstimos com desconto em folha.
A orientação é para que o aposentado se relacione diretamente com o agente financeiro, sem passar por intermediários.
Para outros esclarecimentos:
- Site: www.previdenciasocial.gov.br (Fale conosco)
- PrevFone: 0800 780191
- Disque denúncia: 0800 7070477
Educação é fundamental. Quem investe nela amplia suas chances de sucesso na vida e na profissão. E, na hora de administrar o dinheiro, deve-se ter esse mesmo princípio. Daí a crescente importância da educação financeira no nosso dia-a-dia. Assim como os princípios de educação básica que aprendemos com nossos pais e no convívio em sociedade, o processo de educação financeira deve fazer parte do nosso dia-a-dia, bastando interesse e um pouco de disciplina. O ponto principal é simples: buscar, obter e absorver informações que possam fazer a diferença quando administramos nossa vida financeira. Desde pequenas dicas de como controlar nosso orçamento até um conhecimento mais detalhado sobre produtos de investimento, o horizonte é amplo. Mas as vantagens são maiores ainda.
Melhor qualidade de vida
O objetivo final da educação financeira é permitir que possamos melhorar nossa qualidade de vida. Saber como tratar melhor o nosso dinheiro não é um fim, mas sim um meio para atingirmos nossos sonhos. Uma grande vantagem da educação financeira é que ela nos dá condições para que possamos usar nossa renda de forma eficiente. Saber o que fazer com o que recebemos é fundamental para facilitar a formação de um patrimônio que, por sua vez, pode nos garantir um futuro tranqüilo.
Conhecer os produtos
Educação financeira significa também conhecer de forma mais profunda os produtos financeiros disponíveis no mercado. Na hora de investir, escolher o produto correto pode ser a diferença entre ganhar muito ou perder. Portanto, ter a capacidade de analisar as alternativas disponíveis e de tomar a melhor decisão é fundamental.
Isso vale tanto para produtos de renda fixa (será que vale a pena investir na caderneta de poupança, no fundo DI ou no Tesouro Direto?) como também para renda variável (fundos cambiais, fundos de ações ou investimento direto em ações?). E, ao contrário do que muita gente pensa, não é necessário ser um especialista de mercado para saber identificar as melhores opções.
Alguns cuidados
Ao preparar seu orçamento, comece analisando as receitas: é o que você ganha que vai; definir quanto você pode gastar. Outra dica: lembre-se que o limite do cheque ou do cartão não faz parte da renda. Do lado das despesas, nunca esqueça de considerar os pequenos gastos, que podem ser agrupados, mas nunca ignorados. É importante que você tenha em mente o que eles representam, pois, na maioria das vezes, são eles, somados, que levam muita gente a se perguntar por que o orçamento parece nunca fechar.
Como montar seu orçamento
Não existe uma fórmula definida para criar um mecanismo de acompanhamento e controle de seu orçamento: isso depende de quanto tempo você tem disponível e qual grau de tecnologia tem a seu dispor. Quanto mais sofisticado, porém, maior a chance de sucesso. Para quem tem computador, a forma mais simples é montar uma planilha. O mais importante é tentar trazer uma fotografia que reflita o seu padrão de receitas e despesas mês a mês e, obviamente, saber qual o resultado final. (Para facilitar, esta cartilha traz uma planilha impressa).
Não importa o formato, é o hábito que faz a diferença
Trabalhar com uma planilha, porém, não é a única forma. Quem não tem computador ou não é fã da tecnologia pode usar um caderno, onde, inclusive, você pode anexar recibos e notas fiscais para facilitar a checagem dos números no final do mês.
Os mais sofisticados, por outro lado, podem obter na internet ou adquirir programas voltados para o planejamento financeiro. Ou seja, não importa a forma ou grau de detalhamento no qual você quer acompanhar seu orçamento, o mais importante é que você se sinta confortável com o que escolheu e tenha disciplina para atualizar e analisar os números.