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Acompanhando, por 12 anos, 58 mil mulheres, os pesquisadores descobriram que, comparadas às mulheres que nunca fizeram reposição hormonal, aquelas que faziam esta terapia eram 21% mais propensas a desenvolver a doença respiratória, com riscos ainda maiores para as voluntárias que faziam reposição apenas com estrógeno.
De acordo com os autores, os riscos seriam 54% maiores entre as mulheres que usam a terapia apenas com estrógeno. "Há, agora, um grande corpo de evidências sugerindo uma ligação entre os hormônios femininos, incluindo o uso de terapia reposição hormonal, e o desenvolvimento de asma e sua severidade", destacou o pesquisador Leanne Metcalf. "Entretanto, este é o primeiro estudo de larga escala e de longo prazo a sugerir que é a terapia hormonal apenas com estrógeno que aumenta significativamente o risco", ponderou.
Os especialistas destacam que a asma é mais comum em mulheres jovens após o início da menstruação, e as admissões hospitalares são mais comuns entre as mulheres do que entre os homens. A severidade da doença também varia ao longo do ciclo menstrual e durante a gestação, e a incidência da doença tende a cair após a menopausa. Tudo isso indica que os hormônios cumprem um papel na asma.
Eficaz em reduzir os sintomas da menopausa, como ondas de calor e secura vaginal, a reposição hormonal carrega alguns riscos para a saúde, como o aumento das chances de desenvolver câncer de ovário, câncer de mama, derrames e outros problemas cardiovasculares, além do problema respiratório indicado pela atual pesquisa. Por isso, os pesquisadores recomendam que as mulheres na menopausa conversem com seu médico para saber dos riscos e benefícios do uso da terapia.
Fonte: www.boasaude.com.br |