Com a melhora da economia, cada vez mais os brasileiros conseguem planejar o futuro. Para não depender da aposentadoria concedida pela Previdência Social – que muitos julgam não ser suficiente para manter o padrão de vida –, cada vez mais os consumidores buscam alternativas de futuros rendimentos. A Previdência Privada é uma das opções mais procuradas.
Dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) apontam que o segmento fechou 2010 com arrecadação de R$ 46 bilhões em novos depósitos, o que equivale a um aumento de 18,7% frente a 2009. Entretanto, apesar de se tornar cada vez mais comum, o modelo de investimento ainda gera dúvidas.
“As pessoas têm uma vida útil no campo profissional. Apesar de isso ter mudado muito ao longo dos anos, quando chega determinada idade elas querem parar e descansar. Pensando nisso, para garantir um futuro melhor, uma das opções escolhidas é a previdência privada”, diz o especialista em Finanças e pós-graduado em Economia, André Massaro.
“Quem quer um padrão de vida melhor e não quer depender exclusivamente do INSS deve apelar para outros meios”, completa. Massaro explica que a Previdência Privada é uma espécie de aposentadoria não ligada ao governo, complementar à Previdência Pública. “É uma forma de poupança de longo prazo que tem como principal objetivo evitar a redução drástica de renda depois que a pessoa para de trabalhar”, acrescenta.
Existem dois tipos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Ambos proporcionam benefícios tributários e fiscais. A diferença é que o usuário do sistema PGBL pode abater as contribuições até o limite de 12% no Imposto de Renda. Por isso, o PGBL é mais indicada ao contribuinte que opta pela declaração de rendimentos pelo modelo completo e para aquele que possui renda mais alta. Neste caso, quando o dinheiro for sacado, o imposto a ser pago será referente ao valor total existente no fundo. Já no VGBL, a tributação do IR incidirá apenas sobre a parcela equivalente ao ganho de capital no momento do resgate ou no recebimento dos benefícios.
No momento da contratação do plano, o cliente deve escolher a partir de quando quer ter direito a receber os valores e projetar o valor pretendido. A partir daí é feito cálculo (projeção) de quanto terá de contribuir mensalmente para alcançar o valor desejado. Quanto antes iniciado o plano de previdência privada, mais reduzido será o valor das parcelas mensais.
O resgate do recurso é feito na data de saída do plano, que pode ser resgatado total ou parcialmente. O saldo também pode ser revertido numa das formas de rendas mensais disponíveis: vitalícia ou temporária. Cabe ressaltar que também podem ser realizados, caso necessário, resgates ao longo do período de acumulação.
Escolha do plano requer análise
O economista André Massaro alerta que é necessário analisar diversos aspectos antes de iniciar um plano de previdência. Isso porque o rendimento futuro dependerá de vários fatores que podem mudar ao longo dos anos, como a taxa básica de juros. “A taxa básica de juros influencia diretamente nos rendimentos da previdência privada. Se a economia brasileira continuar crescendo, ela deverá cair e chegar a patamares próximos a de países desenvolvidos, o que pode não ser bom negócio para quem projetou ganhos baseados nas taxas atuais, que são altas” explica. Atualmente, a taxa Selic (taxa básica de juros) está em 11,75%.
Outro ponto que merece destaque é o fato de a Previdência Pública ser paga de forma vitalícia, o que nem sempre ocorre com a privada. “Com a oficial a pessoa terá um valor a receber para o resto da vida, independentemente de quanto tempo ela viver. Já na privada, o usuário para de receber quando o valor que conseguiu acumular ao longo dos anos acaba”, afirma. “Até existiam planos que garantiam retiradas mínimas de forma vitalícia, mas praticamente caiu em desuso devido às altas taxas cobradas”, diz Massaro. (AB)
Fonte:www.reporterdiario.com.br
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